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Mostrando postagens com o rótulo Economia

Tijolo ecológico é 50% mais resistente e conquista mercado

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Mesmo sendo 20% mais caros que os concorrentes que não são nem um pouco ecológicos, os tijolos sustentáveis acabam sendo mais resistentes e, por isso, caíram no gosto dos construtores brasileiros A Eco-Máquinas, de Campo Grande (MS), fabrica tijolos, blocos e pisos ecológicos. A produção é limpa e utiliza como matéria-prima uma mistura de ferro, cimento e resíduos de construção triturados. Inaugurada em 1997 pelo casal de empresários Luclécio e Marilucy Festa, seus produtos conquistaram o mercado nacional e países da África e da América do Sul. A produção contava apenas com uma máquina, o que rendia um faturamento de R$ 40 mil por mês. "Tínhamos certeza de que nossa visão estava certa. A sustentabilidade era o nosso futuro", apostou. Luclécio conta que a empresa contribui para o meio ambiente, pois o tijolo ecológico evita o corte de árvores. "Para produzir o tijolo convencional de adobe é preciso queimar argila e alimentar fornos de madeira. Não tem como não des...

Países pobres acusam ricos de ignorar promessas sobre clima

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Denúncia foi feita em retomada de negociações da ONU nesta quinta. Discussões buscam pacto global sobre o clima para 2020. Cerca de 50 das nações mais pobres do mundo disseram que as promessas feitas pelos países ricos de destinar recursos para ajudá-las a se adaptarem aos riscos de um planeta mais quente estão sendo ignoradas, na retomada das negociações da ONU, nesta quinta-feira (30), em busca de um pacto global do clima que entre em vigor em 2020. O grupo, na maioria integrado por nações africanas, disse que as conversações iniciadas em 2007 para definir um acordo que suceda o Protocolo de Kyoto não podem terminar sem que as nações ricas se comprometam a lhes conceder ajuda para lidar com a crescente elevação do nível dos mares causada pelas mudanças climáticas. Nações tradicionalmente industrializadas, como a União Europeia, os Estados Unidos e o Japão, querem encerrar essas conversações, que em 2009 fracassaram em sua meta de formatar um pacto global de cumprimento obr...

ONU quer taxar ricos e países poluidores para combater pobreza

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Estudo divulgado aponta possível arrecadação de US$ 375 bilhões. Auxílio a países pobres foi um dos temas principais da Rio+20, em junho. Em meio à crise econômica mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU) busca mecanismos para reduzir a dependência que os países em desenvolvimento têm de ajuda humanitária. Em estudo divulgado nesta semana, a ONU propõe uma série de taxas que pode arrecadar até US$ 375 bilhões por ano para a cooperação internacional. Fica proposta uma taxação internacional composta de cobranças sobre emissões de carbono (US$ 250 bilhões), transações financeiras (US$ 75 bilhões), tráfego aéreo (US$ 10 bilhões) e também sobre as operações com quatro principais moedas - dólar americano, euro, yen e libra esterlina. A taxação sobre essas moedas, por exemplo, seria de apenas 0,005%, podendo render US$ 40 bilhões em benefício da cooperação internacional. "Os países doadores têm reduzido a pequenas quantias suas contribuições e a assistência para o desenv...

Pizzaria evita desperdícios e aumenta lucro com medidas sustentáveis

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Após colocar em prática medidas para economizar água e luz e para evitar desperdícios, a pizzaria Rei da Pizza, em Camaçari (BA), viu seu caixa engordar. Ao seguir a receita da sustentabilidade, o proprietário Jamilton Pereira da Silva conseguiu reduzir custos e ser mais competitivo. O empreendedor sentiu necessidade de adotar novas práticas após ampliar seu negócio. Primeiro, ele investiu na transformação de sua antiga lanchonete, aberta em 1991, em pizzaria. "O sucesso foi total", diz. O movimento aumentou com a diversificação dos produtos, tanto que ele acabou abrindo mais três filiais. No entanto, percebeu que cerca de 5% do seu lucro era perdido com desperdício de recursos. Para transformar os processos da empresa, o empreendedor capacitou os 68 funcionários em gestão ambiental. "A mudança de hábitos ajudou a reduzir o desperdício durante a produção dos pratos", afirma. E o descarte diário dos ingredientes diminuiu 30%. Arquitetura ajuda a economia de l...

Texto da Rio+20 é entregue, mas pode mudar em votação

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O Brasil entregou na manhã desta terça-feira (19) o texto final da Rio +20 aos negociadores, após uma confusão que se arrastou pela madrugada e levou à suspensão das negociações às 2h20. Uma plenária final para o exame do documento pelas delegações está marcada para as 10h30 no Riocentro. Nela, qualquer delegação pode rejeitar propostas e se manifestar, discordando em relação a itens contidos no texto. Ontem, o Brasil entrou em choque com a União Europeia por causa do documento. A UE havia considerado a primeira versão do documento escrito pelo Brasil fraca e desequilibrada, pendendo demais para erradicação da pobreza e de menos para o pilar ambiental do desenvolvimento sustentável. O bloco insistiu para que os brasileiros deixassem os pontos polêmicos para decisão em nível ministerial, mas o coordenador brasileiro da Rio +20, Luiz Figueiredo, insistiu em que o texto seria fechado naquela noite e convocou uma plenária às 23h para apresentá-lo. Às 2h18, o chanceler An...

Implementação de ações é maior desafio da Rio+20, diz embaixador

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Segundo Luiz Alberto Figueiredo, negociação avançou neste domingo. Ele disse que países ricos não têm se comprometido com financiamento. O negociador-chefe da delegação brasileira, Luiz Alberto Figueiredo, disse em entrevista coletiva no fim da tarde deste domingo (17), que a maior dificuldade na negociação do texto é conseguir avançar em ações concretas voltadas à implementação dos objetivos assumidos na Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. "Tem várias áreas do texto que marcam avanços, não apenas conceituais. Claro que temos uma dificuldade de meios de implementação. Sempre se vai dizer: 'Como cumprir determinadas tarefas se os meios não são adequados?'. Estamos chegando lá. Estamos estudando maneiras de tornar o texto mais ambicioso", disse. O negociador-chefe do Brasil disse que os países desenvolvidos não têm se comprometido de forma "concreta" com o financiamento das ações voltadas ao desenvolvimento sust...

Comerciantes aproveitam Rio+20 para aumentar preços da água de coco e da caipirinha; turistas reclamam

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"Coconut water: US$ 5", avisa a placa de um dos quiosques da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. O anúncio do preço da água de coco --quase R$ 10 na moeda nacional--, é apenas um dos indícios que mostram como os comerciantes da orla carioca estão aproveitando o aumento do fluxo de estrangeiros na capital fluminense para faturar rendimentos extras. A tática não passa despercebida por turistas e membros de comitivas internacionais. Para o nova-iorquino Mark Stevens, 35, que veio ao Rio para participar de um dos eventos do Humanidade2012 --evento paralelo à Rio+20 e que ocorre até o dia 22 de junho no Forte de Copacabana--, trata-se de uma "lógica oportunista". "Às vezes sai mais caro do que consumir no hotel. Eles estão aceitando dólar e até euro, mas se você opta por pagar em real, a água de côco sai bem mais barata [cai para até R$ 6, em alguns casos]. Essa é uma lógica oportunista, mas é compreensível", disse. O valor médio de uma ...

Pequenas empresas economizam ao adotar medidas sustentáveis

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Iniciativas incluem treinamento de funcionários e corte de desperdícios. Conferência Rio+20 vai discutir transição para 'economia verde'.  Implantar soluções para proteger o meio ambiente não é um luxo reservado às grandes empresas. Também pequenos e microempresários têm investido em iniciativas nesta área e, em muitos casos, acabam constatando que a preocupação com o futuro do planeta pode reverter em vantagens para o bolso. Durante a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, que acontece este mês no Rio de Janeiro, diplomatas e líderes mundiais tentarão formular um acordo para que os países façam uma transição para uma "economia verde". Nas negociações, existe um impasse sobre a definição do que exatamente é a "economia verde", mas, em linhas gerais, se trata da busca de modos de produção e consumo que façam melhor uso dos recursos naturais, garantndo uma vida digna às pessoas, sem comprometer o bem-estar das gerações futuras...

'Empregos verdes' incluem motorista de ônibus e atendente telefônico

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Já são 2,9 milhões de brasileiros em postos que favorecem sustentabilidade. Conferência Rio+20 vai discutir transição para economia mais sustentável. Motoristas de ônibus, operadores de centrais de teleatendimento, mecânicos de automóveis. Todas estas profissões são consideradas "empregos verdes" pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) -- mesmo que muitos dos profissionais que as exerçam nunca tenham se dado conta disso. "Qualquer ocupação que possa ter um impacto positivo em termos de reduzir emissões de carbono e impactos ambientais pode ser considerada um emprego verde", explica Paulo Sérgio Muçouçah, coordenador do Programa de Trabalho Decente e Empregos do escritório brasileiro da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Portanto, o motorista de ônibus dá sua contribuição ao fazer com que menos pessoas usem carros, enquanto o operador de telefonia presta atendimento a clientes que, de outra maneira, teriam de se deslocar para usar dete...

Transição da economia 'marrom' para 'verde' está longe de ser consenso

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Tema central da Rio+20, a transição da atual economia "marrom" para a "verde" está longe de ser consenso. Grosso modo, a primeira é o sistema produtivo atual, poluente e baseado em combustíveis fósseis; a outra preconiza uma baixa emissão de carbono e um uso mais eficiente dos recursos naturais. Mas países, organizações sociais e economistas têm visões diferentes sobre o conceito de economia verde e o funcionamento desse novo sistema na prática. O grande impasse é como a economia vai se reorganizar para enfrentar questões sociais, como o combate à pobreza e a redução das desigualdades em um cenário no qual os limites físicos do planeta ficam mais evidentes. Com 7 bilhões de habitantes consumindo e aspirando a um padrão de vida mais alto, a capacidade de recuperação do ambiente, base para qualquer atividade econômica, está cada vez mais fragilizada. Ao mesmo tempo, o paradigma de sucesso dos países é o crescimento, trimestre a trimestre, da economia. A ONU ...

Ecologia de mercado ou decrescimento?

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A expressão "economia verde" virou um guarda-chuva que abriga várias teorias. O termo serve tanto à corrente chamada por seus críticos de "ambientalismo de mercado" -representada pela economia neoclássica, que crê na tecnologia para superar a finitude dos recursos- quanto ao decrescimento, segundo o qual os países devem parar de crescer. As correntes ligadas à economia ecológica ganharam força na década de 1960 com o romeno Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994). Roegen foi o primeiro teórico a aplicar as leis da física à economia. Tomou emprestada a lei da entropia, da termodinâmica, para explicar que o sistema econômico não é um moto-perpétuo capaz de alimentar a si mesmo de forma circular, sem perdas. Ao contrário disso, gera rejeitos e poluição. Roegen influenciou vários economistas nas décadas seguintes ao dizer que a natureza impõe limites físicos ao crescimento contínuo. Alguns de seus seguidores, como o norte-americano Herman Daly, ex-diretor do ...

Estado lançará Bolsa Verde na Rio+20

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Promover o desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade. Esse conceito tão importante para a economia mundial está cada vez mais presente no Rio de Janeiro através de iniciativas inéditas do Governo do Estado, que serão apresentadas no Parque dos Atletas durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Uma das novidades que serão lançadas é a Bolsa Verde, espaço dedicado à compra e venda de ativos ambientais com o objetivo de fomentar a economia verde. A BVRio vai atuar em duas frentes: criação e operação da plataforma eletrônica; e criação dos ativos ambientais que serão negociados. A Bolsa já está operando com créditos florestais, referentes a áreas com proteção ambiental e, a partir de 2013, será aberta para o mercado de carbono. Desta forma, empresas que não atingirem as metas de redução na emissão de gases de efeito estufa poderão comprar créditos de carbono, enquanto as que registrarem queda poderão colocar seus créditos à ven...

Pesquisa indica que mais da metade dos brasileiros se dispõem a custear proteção da Amazônia

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Mais da metade dos brasileiros estão dispostos a financiar ações para proteger a Amazônia, é o que revela a pesquisa sobre consumo sustentável divulgada, nesta quarta-feira (6), pelo Ministério do Meio Ambiente no Rio de Janeiro. Foram 51% que disseram pagar pela proteção em 2012 contra 38% em 2006. O levantamento, realizado com a cooperação técnica do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), entrevistou 2.200 pessoas de todas as regiões do país e mostrou que o brasileiro pagaria para preservar a Floresta Amazônica, em primeiro lugar, além dos biomas da Mata Atlântica, Caatinga e Pantanal. Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a pesquisa "O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável" mostrou que a população não considera exagerada a preocupação com o meio ambiente e vai além: 82% das pessoas indicaram que não estão dispostas a ter mais progresso às custas da depredação dos recursos...

ONU premia brasileiro e outros cinco por ações em prol da sustentabilidade

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O brasileiro Fábio Barbosa, ex-presidente do banco Real e hoje à frente do Grupo Abril, está entre os seis agraciados com o prêmio Campeões da Terra 2012, concedido pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) a pessoas que se destacaram por seu trabalho em prol da sustentabilidade. O nome dos premiados foi divulgado em coletiva de imprensa no fim da tarde desta segunda-feira. A cerimônia de premiação ocorrerá à noite, no Copacabana Palace, na zona sul do Rio, e contará com a presença da modelo Gisele Bündchen, "embaixadora da boa vontade" do Pnuma. Barbosa se disse honrado com o reconhecimento, que atribuiu ao pioneirismo do Real (depois comprado pelo Santander) na inclusão de critérios ambientais na análise de risco para a concessão de financiamentos. "Na época poucas pessoas entenderam isso", disse o executivo, destacando que a prática tem se tornado cada vez mais comum no setor financeiro. "Não dá mais para as empresas terem aquela...

Tema do Dia Mundial do Meio Ambiente é a economia verde

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De hoje até o final de junho você vai ouvir muito sobre economia verde, mas o que ela significa? A economia que leva em conta o meio ambiente, mas também tantas outras variáveis bem mais próximas do seu dia a dia do que você imagina. É o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste 5 de junho com país sede o Brasil, e também da Rio+20, Conferência da ONU para o desenvolvimento sustentável, que ocorre de 13 a 22 de junho. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) define economia verde como uma que resulte em melhoria do bem-estar humano e da inclusão social ao mesmo tempo em que reduz de forma significativa os riscos ambientais e a escassez ecológica. É muito atrelada à questão das emissões de carbono, mas também refere-se ao uso eficiente dos recursos e inclusão social. Consumir produtos que degradem menos o ambiente é a faceta mais popular, mas mudar o consumo também está incluído no conceito. A crise econômica atual, apontada por alguns como a pior cris...

Empresas lidam melhor com metas de sustentabilidade, diz ONU

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Representantes da ONU afirmam que a iniciativa privada tende a ser mais ousada ao fixar metas para o desenvolvimento sustentável que os governos dos países que participarão da Rio+20, conferência que ocorre em junho no Rio de Janeiro. "Sabemos das dificuldades dos governos, mas as companhias gostam de ter objetivos e de medir resultados", disse George Kell, da Global Impact, órgão da ONU que busca engajar as empresas em políticas sustentáveis e inclusivas. A organização fará um fórum no Rio que reunirá o setor privado a partir do dia 15 de junho. Segundo ele, companhias brasileiras mostram disposição para adotar políticas mais sustentáveis. Na negociação no âmbito da ONU, minúcias travam as tratativas. A poucas semanas da cúpula, há diversos pontos de divergência entre os países, que resistem em estabelecer metas para a chamada economia verde. Aron Belinky, coordenador da ONG Vitae Civillis, afirma que as discussões ontem avançaram mais que nos dias anteriores, mas ...

É preciso ter cuidado para não pintar a besta de verde', diz ativista

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A física e ativista indiana Vandana Shiva, uma das grandes vozes da atualidade sobre desenvolvimento sustentável, crê que a Rio+20 não será um fracasso, contrariando as previsões pessimistas. A conferência se salvará não pelos acordos que serão firmados --que devem ser menos impactantes do que aqueles feitos na Eco-92-- mas pela força de pressão da sociedade e dos movimentos sociais, na visão dela. "Conectadas como nunca, as pessoas farão a diferença no sentido de propor a construção de novos caminhos para o mundo", diz a ativista, que veio ao Brasil para participar do ciclo de palestras Fronteiras do Pensamento. Crítica feroz da globalização e da biotecnologia, Shiva ressalta que os governos estão apáticos nas principais convenções ambientais (clima, biodiversidade) por causa do avanços dos grandes grupos transnacionais e seus lobbies poderosos, os quais, mais do que nunca, influenciam as decisões dos governos. Aqui, ela fala dos riscos do conceito de "economia ...

Dilma diz que é possível conciliar preservação e desenvolvimento

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Ela falou pela 1ª vez em público desde a sanção do novo Código Florestal. Crescimento que não respeita meio ambiente compromete futuro, disse Dilma. Ao falar pela primeira vez em público apóssanção do novo Código Florestal, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (30) que é possível preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, desenvolver a produção agrícola. "Nós [estamos] mostramos que é possível preservar nossas florestas, nossa biodiversidade, é possível preservar nossos rios, é possível preservar nossas riquezas naturais e o país é um dos países com a riqueza ambiental da mais alta qualidade e variação", disse a presidente. "É possível tudo isso e ao mesmo tempo crescer [...] desenvolver sua produção agrícola, sua produção industrial e seus serviços", concluiu. Dilma discursou durante entrega do Prêmio ODM Brasil, em cerimônia no Palácio do Planalto. O crescimento econômico que não respeita o meio ambiente, disse a presidente, compro...

Empresas correm para aprovar projetos no mercado de carbono

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Primeiro período de vigência do Protocolo de Kyoto vai até dezembro. Burocracia pode atrapalhar andamento de iniciativas brasileiras. A pouco mais de sete meses do final do primeiro período de vigência do Protocolo de Kyoto, empresas brasileiras dos setores de energia e resíduos sólidos correm para que o governo federal e a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovem a tempo projetos voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa. O objetivo é captar recursos no mercado de créditos de carbono antes que as regras do protocolo mudem. Entre as iniciativas que aguardam aprovação estão a instalação de equipamentos em aterros que evitam a emissão de gases do tratamento de lixo, a construção de pequenas centrais hidrelétricas ou torres eólicas para geração de energia e o reflorestamento de áreas para sequestro de CO2. O Protocolo de Kyoto é um acordo global para reduzir a emissão de gases estufa, como o dióxido de carbono, para conter o avanço das mudanças climáticas. O ...

Santander e BM&FBovespa fazem parceria em mercado de carbono

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A BM&FBovespa e o Santander Brasil anunciaram nesta quinta-feira uma parceria para o desenvolvimento de novos produtos financeiros ligados a carbono para estimular o mercado de créditos de carbono no Brasil. A Bolsa e o banco informaram que vão avaliar conjuntamente o lançamento de ativos como derivativos de carbono e produtos à vista destinados tanto a compradores brasileiros quanto internacionais. As instituições também oferecerão recomendações para o governo brasileiro sobre as medidas regulatórias necessárias para o lançamento destes produtos. A lei de mudanças climáticas brasileira, assinada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2009, pede pela criação de um mercado doméstico de carbono para ajudar o cumprimento da meta nacional de cortar as emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020. A lei não fornece detalhes sobre como será o mercado, mas o governo disse estar desenvolvendo planos para tratar de emissões em 12 setores e que o ...