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Mostrando postagens com o rótulo Mudanças Climáticas

A Grande Extinção e o aquecimento

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A extinção em massa mais famosa da história do nosso planeta é, sem dúvida, a que acabou com os dinossauros e cerca de 50% da vida na Terra, em torno de 65 milhões de anos atrás. O principal culpado, ao que tudo indica, foi um asteroide de 10 km de diâmetro que caiu na península de Yucatán, no México. Mas essa catástrofe mal se compara à Grande Extinção, que ocorreu cerca de 252 milhões de anos atrás, no final do Permiano. Cientistas estimam que cerca de 95% de todas as espécies marinhas, e uma fração desconhecida -mas provavelmente comparável- das espécies terrestres encontraram o seu fim em alguns milhões de anos, o que não passa de um piscar de olhos em termos geológicos. Embora outro impacto de um objeto vindo do espaço tenha sido proposto como causa, pesquisa recente sugere que a mortandade se deveu à falta de oxigênio na água, acoplada a um excesso de gás carbônico, que aumentou a acidez e a temperatura do oceano. (Só havia um oceano na época.) Uma amplificação não line...

Clima mais quente já afeta tamanho de plantas na Austrália, diz estudo

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Mudança de temperatura no país reduziu largura de folha em 2 mm. Segundo cientistas, vegetais se adaptam à nova realidade do planeta. A mudança climática já afeta espécies de plantas da Austrália, alterando o tamanho das folhas. É o que aponta uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Adelaide, na Austrália, divulgada na noite desta terça-feira (3) no site da Sociedade Real Britânica pela publicação "Biology Letters". Segundo o estudo, foram analisadas exemplares da planta popularmente conhecida como vassoura-do-campo, subespécie angustissima (Dodonaea viscosa subsp. Angustissima). Foram feitas comparações com amostras recolhidas entre 1880 até o presente momento, encontradas nas montanhas Flinders, no Sul da Austrália. A análise revelou uma diminuição de 2 milímetros na largura da folha (em um total avaliado que variava de 1 a 9 milímetros) ao longo de 127 anos. Entre 1950 e 2005, houve um aumento de 1,2ºC nas temperatuas máximas no Sul da Aust...

Mudança climática já não é preocupação prioritária para americanos

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A maioria dos americanos já não vê as mudanças climáticas como o problema ambiental global mais urgente para o planeta, de acordo com uma pesquisa publicada nesta terça-feira (3) nos Estados Unidos. Vinte e nove por cento dos entrevistados citam a poluição da água e do ar como a preocupação prioritária para o meio ambiente, enquanto apenas 18% referem-se ao aquecimento global, contra 33% em 2007, revela a pesquisa do Washington Post e da Universidade de Stanford (Califórnia). Pouco mais de 800 adultos americanos foram entrevistados por telefone para este estudo realizado entre 13 de maio e 21 de junho, duas semanas antes de uma grande onda de calor com temperaturas recordes provocar tempestades de extrema violência que deixaram milhões de casas sem eletricidade em nove estados, principalmente na costa leste. Os Estados Unidos também enfrentaram este ano a primavera mais quente já registrada, enquanto o Colorado acaba de sofrer incêndios florestais sem precedentes. Apesar de...

ONU diz que 1 bilhão de pessoas podem migrar por mudança climática

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Mundo precisa ter leis para abrigar refugiados do clima, afirma agência. Conflitos e crescimento populacional são outras causas de deslocamentos. A mudança climática pode obrigar o deslocamento de até 1 bilhão de pessoas nos próximos 40 anos, afirma relatório divulgado nesta quinta-feira (31) pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), agência especializada da ONU. O documento aponta que além das catástrofes naturais, conflitos armados em algumas regiões vão influenciar migrações massivas. Eventos como crescimento populacional, urbanização, insegurança alimentar, escassez de água e competição de recursos também podem acentuar os deslocamentos em massa. De acordo com o Alto Comissário da ONU para refugiados, António Guterres, a interação desses fatores aumenta a instabilidade "num mundo que está se tornando cada vez menor" e necessitado de "políticas internacionais" para o tema. Desastres A publicação afirma que migrações e desloca...

Emissões globais de CO2 atingem recorde em 2011, diz AIE

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As emissões globais de dióxido de carbono (CO2) pela queima de combustível fóssil aumentaram 3,2% no ano passado, atingindo um recorde de 31,6 gigatoneladas, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) num balanço preliminar nesta quinta-feira (24). A China foi o principal emissor global, com um aumento de 9,3% em suas emissões, disse a AIE, que tem sede em Paris. "O que a China tem feito ao longo de um período tão curto de tempo para melhorar a eficiência energética e implantar energia limpa já está pagando dividendos importantes para o meio ambiente global", disse Fatih Birol, economista-chefe da AIE. Se não fosse por algumas melhorias, a quantidade de emissões por parte dos chineses teria sido muito maior. Entre 2005 e 2011 o país conseguiu reduzir as emissões de CO2 em 15%. Depois da China, Estados Unidos e União Europeia aparecem como os principais emissores. A Índia ocupa o quarto lugar, com um aumento de 8,7% em suas emissões. As emissões por parte do...

Dezoito cientistas brasileiros questionam aquecimento global causado pelo homem

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Dezoito dos principais cientistas do país, entre físicos, geólogos e climatologistas, enviaram carta à presidente Dilma Rousseff questionando o consenso de que o aquecimento seja causado pelo homem. Eles dizem que não há nenhuma influência humana sobre o clima global e que a hipótese de que o homem influencia o clima "é um desserviço à ciência". Criticam o que chamam de alarmismo climático e destacam que o gás carbônico (CO2) não é o vilão do aquecimento global, muito pelo contrário, "é o gás da vida". Abaixo a íntegra da carta aberta à presidente Dilma. Carta aberta à presidente Dilma Rousseff Mudanças climáticas: hora de recobrar o bom senso Exma. Sra. Dilma Vana Rousseff Presidente da República Federativa do Brasil Excelentíssima Senhora Presidente: Em uma recente reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a senhora afirmou que a fantasia não tem lugar nas discussões sobre um novo paradigma de crescimento - do qual a humanidade necessita...

Emissão de poluentes amplia zona tropical no hemisfério Norte

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Ação do carbono negro e do ozônio troposférico mudam a paisagem. Gases de efeito estufa contribuem para mudança climática. Poluentes emitidos pela ação do homem no hemisfério Norte podem ser os responsáveis pela expansão da fronteira dos trópicos em direção aos polos, segundo uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Riverside, nos Estados Unidos, divulgada nesta quarta-feira (16). Segundo os pesquisadores, o carbono negro, proveniente da queima de combustíveis fósseis, e o ozônio troposférico, resultante da reação química da fumaça com a luz do sol, impulsionam a expansão tropical observada no hemisfério. Observações mostraram que os trópicos têm aumentado de 0,7 graus de latitude por década com o aquecimento de gases de efeito estufa, o que também contribui para a expansão dos trópicos nos hemisférios Norte e Sul. Para estudar sua expansão, primeiramente os pesquisadores compararam dados de emissões observadas com valores simulados a partir de modelos climáticos de ...

Com maior seca em décadas, Nordeste revive era de êxodo e fuga do campo

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Casas fechadas, placas de "vende-se" e terrenos abandonados. Enfrentando aquela que já é considerada, na Bahia, a pior seca dos últimos 47 anos, o semiárido nordestino voltou a viver uma era de êxodo e fuga do campo, com a saída da população da zona rural para as cidades em busca de água. Somente na Bahia, mais de 230 municípios estão em situação de emergência; em todo o Nordeste, mais de 4 milhões de pessoas estariam em áreas diretamente afetadas pela estiagem. A reportagem do UOL visitou cidades em quatro Estados da região durante uma semana e ouviu diversos relatos de moradores que saíram da região ou que viram vizinhos abandonarem seus sítios em direção a zonas urbanas ou locais com grandes obras. A diferença do atual êxodo rural em relação ao ocorrido com mais intensidade nas décadas de 70 e 80, é que em vez de Rio de Janeiro e São Paulo, o destino dos nordestinos está mais próximo: muitas vezes é o próprio Nordeste e a região Norte. Em Glória (BA), a reportagem...

Com mais de 230 municípios em emergência pela seca, Bahia vai testar chuva artificial no semiárido

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Para tentar amenizar a seca que atinge mais da metade do Estado, a Bahia vai testar um projeto-piloto com objetivo de produzir chuva artificial em áreas em que não há registro de precipitações significativas há pelo menos oito meses. No Estado, mais de 230 municípios já decretaram situação de emergência pela falta de chuvas desde o final de 2011. O modelo que será testado no semiárido já é utilizado em outros Estados e utiliza aviões para bombardear as nuvens e induzir as chuvas. Segundo o governo baiano, o projeto já foi usado com bons resultados em Estados como São Paulo. O desafio agora é conseguir fazer chover na região mais afetada pela estiagem do país. Para isso, o governo baiano vai investir, inicialmente, R$ 200 mil. O projeto está em fase final, e os primeiros testes devem ser feitos a partir da próxima semana. Se conseguir produzir chuva artificial no sertão, a ideia do governo é utilizar o recurso pelo menos até o mês de setembro. "É um projeto natural, sem uti...

Notícias da Rio+100: aposto que o clima muda antes de nós

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Os principais jornais do mundo têm uma coluna relembrando fatos passados: há 50 anos, há 100 anos… Há algum tempo, com a ajuda de amigos, fiz um exercício inverso, de futurologia: daqui a 80 anos, quando estaremos – provavelmente – nos reunindo de novo, em uma nova conferência sobre desenvolvimento sustentável, para ver o que deu errado no meio do caminho (isso, é claro, se os maias não estiverem certos…) Algumas são mais verossíveis, outras nem tanto. Mas se alguém dissesse, há 80 anos, que nossa geração seria responsável por jogar o planeta no vaso sanitário e dar a descarga, quem acreditaria? O clima do planeta está mudando. Podemos até minimizar os impactos, mas a vida não será mais a mesma. Não dá para prever exatamente como será a realidade de nossos filhos e netos e mesmo daqueles entre nós que ainda estarão vivos neste novo mundo do final do século. O que é possível prever, certamente, é que vão culpar a nós pelo que fizemos e o que deixamos de fazer, pelo nosso consumismo...

Novo relatório do IPCC prevê mais desastres climáticos no futuro

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Efeitos já foram sentidos pelo planeta nos últimos 50 anos, dizem cientistas. Secas, chuvas violentas e enchentes ocorrerão com mais frequência. O planeta deve se preparar para enfrentar um aumento do calor, das secas mais fortes e, em algumas regiões, chuvas mais violentas devido ao aquecimento global, segundo novo relatório do Painel Intergovernamental sobre  Mudança do Clima (IPCC). O documento com 592 páginas foi divulgado nesta quarta-feira (28) com o título "Gestão de riscos de eventos extremos e desastres para avançar na adaptação às mudanças climáticas". Segundo Chris Field, um dos responsáveis pelo documento, a mensagem principal dele é que "sabemos todas as decisões adequadas que devem ser tomadas sobre a forma de combater os riscos de catástrofes vinculadas ao clima". O informativo explora melhor os vínculos existentes entre o aquecimento global e as emissões de gases causadores do efeito estufa, com acontecimentos meteorológicos como ciclon...

ONG faz lista de 100 lugares que podem desaparecer

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Problemas ambientais podem prejudicar lugares do planeta A ONG Co+Life baseou-se nas principais conclusões dos estudos do Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas para elaborar uma lista de 100 locais do mundo que podem deixar de existir com as consequências climáticas do aquecimento global. A intenção do projeto é alertar as pessoas, mostrando que as mudanças climáticas podem afetar pontos turísticos do mundo, e, assim, incentivar ações e hábitos mais sustentáveis. A lista não é definitiva, já que diversas ações podem prevenir que esses lugares sejam afetados de alguma maneira. Veja abaixo os 10 primeiros lugares da lista ou clique aqui para ver a lista completa. 1. Kauai, no Havaí (EUA) 2. Monte Kilimanjaro (Tanzânia) 3. Delta do Okovango (Botswana) 4. Roterdã (Países Baixos) 5. Nuwera Eliya District (Sri Lanka) 6. Tundra (Noruega) 7. Gujarat (Índia) 8. Parque Namib-Naukluft (Namíbia) 9. Delta do Nilo (Egito) 10. Tóquio (Japão) Fonte: Atitud...

Aquecimento global está perto de se tornar irreversível, dizem cientistas

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Derretimento da cobertura de gelo e perda de floresta são críticos. Reunidos em Londres, pesquisadores pediram ações urgentes. O mundo está perto de atingir um estado crítico que vai torná-lo irreversivelmente mais quente, tornando esta década crítica nos esforços para conter o aquecimento global, alertaram cientistas nesta segunda-feira (26). Reunidos em Londres, na Inglaterra, para a conferência "Planeta sob pressão", que se encerra na próxima quinta-feira (29), pesquisadores afirmaram que mesmo com diferentes estimativas, as temperaturas do mundo parecem caminhar no sentido de um aumento de 6ºC até 2100, caso a emissão de gases do efeito estufa aumente sem controle. Com o crescimento das emissões, especialistas dizem que o mundo está perto de atingir limites que vão tornar os efeitos do aquecimento global irreversíveis, como o derretimento da cobertura de gelo polar e perda de floresta. "Esta é a década crítica. Se nós não invertermos a curva nesta décad...

Mercado não resolve problemas ambientais, diz representante do MST

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O representante da Via Campesina e do MST/RJ (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Marcelo Durão, disse que os problemas ecológicos, do ambiente, do trabalho e das cidades não são resolvidos pelo mercado ou pelas "falsas soluções" que ele apresenta. Durão pretende fazer na Cúpula dos Povos, que ocorrerá paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho próximo, no Rio, uma reflexão sobre as causas estruturais do sistema econômico que vigora hoje no mundo e como elas afetam os territórios, tanto nas cidades quanto no campo. Durante a cúpula, que se estenderá de 15 a 23 de junho, as diversas ONGs (organizações não governamentais) brasileiras e internacionais planejam apresentar experiências concretas que os povos vêm fazendo em todo o mundo. "E que, para nós, são as verdadeiras soluções de preservação ambiental e de respeito (ao ambiente), que socializam a riqueza e fazem uma lógica totalmente diferente d...

Cientistas apresentam propostas para dar peso à negociação da Rio+20

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Estudo da 'Science' tem foco ambiental e pede reformas políticas na ONU. Coautora diz que cúpula é momento de criar 'constituição sustentável'. Um grupo de 32 pesquisadores internacionais, entre eles uma brasileira, reuniu em artigo científico divulgado nesta quarta-feira (15) pela revista "Science" propostas que, segundo eles, devem ser consideradas no documento que vai nortear a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A Rio+20 acontece de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. Entre os dias 20 e 22 ocorre o encontro de alto nível, que deve reunir ao menos 79 presidentes convidados pelo governo brasileiro. Envolvidos no projeto Sistema de Governança da Terra (Earth System Governance, em inglês), sediado atualmente na Suécia, os cientistas pedem que a cúpula seja aproveitada pelos países como um momento de se criar uma nova "constituição para a sobrevivência do mundo, de forma sustentável". O artigo pont...

USP cria núcleo que reúne principais pesquisas sobre mudança do clima

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  Objetivo é tornar instituição referência mundial em pesquisas sobre o tema. Núcleo nasce com 18 estudos de 12 faculdades e laboratórios da USP. Nesta semana a Universidade de São Paulo oficializou a criação do Núcleo de Apoio a Pesquisa em Mudanças Climáticas, o Incline (na sigla em inglês), que vai concentrar trabalhos sobre o tema realizados por 12 faculdades e laboratórios da instituição. O objetivo da universidade, apontada nesta quarta-feira (14) entre as cem melhores instituições de ensino superior do mundo, segundo ranking da Times Higher Education, é se tornar referência mundial no tema. Embrião do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), o núcleo já nasce com 18 projetos em andamento. Entre as pesquisas realizadas estão a mudança climática na Amazônia, o impacto das alterações no Oceano Atlântico Sul, a poluição das cidades, mudanças no uso da terra e os recursos hídricos. Integração com outros institutos Para Tércio Ambrizzi, diretor do I...

Mundo caminha para colapso ambiental, alerta organização internacional

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  O mundo está caminhando para um colapso ambiental e, se nada for feito, os custos da paralisia podem ser "colossais" para as economias e a humanidade. O alerta foi dado hoje pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo de cooperação internacional formado por 34 países, a maioria ricos. O relatório "Previsões Ambientais para 2050: As Consequências da Inação" traz dados alarmantes sobre temas como as mudanças climáticas, biodiversidade, água e os impactos da poluição na saúde humana. Segundo o estudo, até 2050 a demanda mundial por energia deve crescer 80%, sendo que 85% dessa energia deve continuar sendo suprida por combustíveis fósseis. Isso fará com que as emissões de CO2, principal gás causador do efeito estufa, aumentem 50%. Nesse cenário, é dado como certo que a temperatura global suba entre 3°C e 6°C - bem acima dos 2ºC de aquecimento estimado pelo Painel de Mudanças Climáticas da ONU. A poluição do ar será o principal pro...

Mudanças climáticas podem piorar casos de doenças respiratórias

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  Desertificação e queimadas podem fazer crescer número de casos de asma. Outra consequência é a disseminação de problemas tropicais. Que a fumaça dos carros e indústrias nas cidades grandes faz mal aos pulmões não é nenhuma novidade. Porém, os médicos estão cada vez mais preocupados com os efeitos indiretos da poluição na saúde.  Um estudo publicado nesta quinta-feira (15) pela revista da Sociedade Torácica Americana alerta para o crescimento de doenças relacionadas principalmente ao aquecimento global. O artigo é assinado por especialistas não só dos EUA, mas também da Europa, da Ásia e da África. Uma das ameaças é o aumento da quantidade de material particulado no ar, que pode fazer crescer o número de casos de asma. Esse tipo de poluição tende a crescer com a fumaça das queimadas e com as tempestades de areia causadas pelo avanço da desertificação. O aquecimento também serve para espalhar problemas típicos de regiões quentes. Um bolor típico da América Central – que...

Rio+20 não prioriza questões ambientais, alertam cientistas

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  Cientistas e economistas ligados à área ambiental não poupam críticas à pauta da Rio+ 20, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável que será realizada em junho. O físico e professor da USP José Goldemberg afirmou em São Paulo que o foco da conferência privilegia os problemas sociais e econômicos em detrimento da questão ambiental, que foi o tema central da Eco 92 e da conferência de Estocolmo, em 1972. "Os preparativos para a conferência até agora apontam que ela não será coerente com as conferências de Meio Ambiente anteriores. O foco da Rio+20 foi esvaziado dos principais problemas que a ciência vem apontando nos últimos anos", diz Goldemberg, que ocupou a pasta de Meio Ambiente durante a Eco 92 e teve papel ativo na organização do evento, há 20 anos. Goldemberg ressaltou que questões-chave para a sustentabilidade, como as mudanças climáticas, ficaram fora da Rio+20, a despeito dos crescentes alertas do meio científico sobre a questão e dos resultados m...

Ilhas no Pacífico planejam deslocar população devido mudança climática

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Kiribati, com 113 mil pessoas, pode desaparecer com aumento do nível do mar. Presidente anunciou intenção de comprar terras em Fiji para abrigar cidadãos. O impacto das mudanças climáticas em Kiribati, uma nação insular localizada no Oceano Pacífico, com cerca de 800 km², pode obrigar toda a população de 113 mil pessoas a migrar, segundo o jornal inglês "Daily Telegraph". Anote Tong, presidente de Kiribati, afirmou que está negociando a compra de 50 km² em Fiji para alojar os cidadãos do país. Parte das ilhas já estão desaparecendo sob o mar e a maioria da população está aglomerada em Tarawa, centro administrativo de Kiribati. "Este é o último refúgio, não existe para onde ir depois dele", afirmou Tong. A proposta de comprar terras em Fiji é a última tentativa desesperada de encontrar solução para o problema, segundo o Telegraph. Em 2011, Tong já teria sugerido a possibilidade de construir ilhas artificiais, como plataformas de petróleo, para abrigar a p...