Em evento no Forte, Firjan e Fiesp apontam 'desigualdade insustentável'

Entidades divulgam documento apoiando as discussões da Rio+20.
'Quando se priva uma pessoa de comida não tem sustentabilidade', diz Skaf

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) declararam na manhã desta terça-feira (12) seu "forte engajamento para que a Rio+20 seja um marco para a sociedade". O documento que as entidades divulgaram durante o evento Humanidade 2012, que acontece no Forte de Copacabana, na Zona Sul do Rio, tem como título "A desigualdade é insustentável". O documento, segundo Paulo Skaf, presidente da Fiesp, está sendo encaminhado ao governo federal.

Sobre os objetivos do desenvolvimento sustentável, as entidades opinam em favor da criação de instrumentos de mensuração e monitoramento dos avanços na conservação ambiental e nas conquistas sociais. As entidades de industriais também ratificam o princípio das "responsabilidades comuns, porém diferenciadas", estabelecido na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança de Clima, para preservar a competitividade dos países em desenvolvimento.

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira disse que os industriais são parte da humanidade. "Estamos aqui para colaborar para que a discussão a nível governamental seja enriquecida", disse ele.

Já Paulo Skaf, citando as rampas criadas para acesso às palestras e exposições que acontecem no Humanidade, no Forte de Copacabana, "cheiram a Brasil".

Para ele, o foco tem que ser as pessoas:
"A união nesse espaço, juntando setores produtivos com poder público, representa a união das pessoas, cujo resultado só pode ser positivo. Afinal, quando se priva uma pessoa de um prato de comida não se tem sustentabilidade", diz Skaf.

Sobre os combustíveis e a mudança de clima, Firjan e Fiesp concordam que é preciso investir em inovação tecnológica para viabilizar o uso de biocombustíveis em larga escala, principalmente nos transportes coletivos de passageiros e de cargas.

No item Diversidade e Igualdade de Direitos, as entidades são da opinião que é preciso garantir o amplo respeito à diversidade humana e assegurar por parte das nações direitos pelos a todos os agrupamentos sociais.

Fonte: G1

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