Emissão de gases estufa cresceu 49% desde 1990, afirma estudo

Fonte: G1 e Folha.com
Redução de emissões, causada pela crise econômica, ficou abaixo do que se esperava (Foto: reprodução)

Média anual de emissões aumentou 3,1% entre 2000 e 2010, diz artigo.
Estudo foi publicado neste domingo na revista 'Nature Climate Change'.


As emissões globais de dióxido de carbono provenientes da queima de combustíveis fósseis cresceram 49% nas últimas duas décadas, de acordo com dados mais recentes de uma equipe internacional que inclui pesquisadores do Centro Tyndall de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas, da Universidade de East Anglia (UEA), de Londres.
O estudo, publicado neste domingo (4) no jornal “Nature Climate Change”, aponta que as emissões provenientes de combustíveis fósseis aumentaram ainda 5,9% em 2010, por conta da recuperação da economia mundial, afetada entre 2008 e 2009 pela crise financeira.
De acordo com o relatório, entre 2000 e 2010 a média anual de emissões cresceu 3,1% na comparação com o período da década de 1990. Além disso, o envio de gases de efeito estufa em 2010 foi de 10 bilhões de toneladas de carbono, sendo que metade deles permaneceu na atmosfera.
Estados Unidos, China, Índia, Rússia e União Europeia foram os principais países que emitiram gases, segundo o artigo.
“As emissões globais de CO2 desde 2000 estão ultrapassando o limite imposto pelas projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Isso excede, de longe, os dois graus de elevação da temperatura da Terra até 2100”, afirma Corinne Le Quéré, coordenadora da pesquisa. Segundo ela, é necessário tomar providências urgentes para inverter as tendências atuais.

Estudo associa queda do CO2 à formação de gelo da Antártida

A queda dos níveis de gás carbônico (CO2) na atmosfera justifica a formação da camada de gelo da Antártida há 34 milhões de anos, segundo um estudo de um cientista australiano divulgado nesta sexta-feira.


O artigo de Willem Sijp, cientista do Centro de Pesquisa de Mudança Climática da Universidade de Nova Gales do Sul, publicado pela revista "Science", destaca que houve uma forte queda de 40% nos níveis de gás carbônico 3 milhões de anos antes e durante a formação do gelo na Antártida.



"O novo relatório contradiz trabalhos anteriores baseados nas amostras rochosas do mar do Sul, que aparentemente indicam que os níveis de dióxido de carbono aumentaram quando a Antártida estava congelando", declarou Sijp nesta sexta-feira à emissora australiana "ABC".


O pesquisador disse que seu trabalho levou em conta o deslocamento continental, que separou a Antártida do resto dos continentes e mudou as correntes de ar e dos oceanos, assim como as remodelações da órbita da Terra.


"Os cálculos prévios não levaram esses elementos em consideração, o que confundiu os números, mostrando um aumento dos níveis de dióxido de carbono, quando na realidade estavam diminuindo", apontou o cientista.


A pesquisa examinou os índices do carbono contido nas algas que morreram e caíram no fundo do mar há 34 milhões de anos.


"Quando calculamos novamente o CO2 atmosférico, constatamos que o congelamento da Antártida ocorreu após uma queda dos níveis de dióxido de carbono", afirmou Sjip.


Segundo ele, a glaciação da Antártida se deu entre as épocas geológicas do Eoceno e Oligoceno, fase marcada por "mudanças dramáticas" como a modificação do eixo da Terra e sua órbita, que "fizeram com que os verões no hemisfério sul fossem mais frios".


"Isso permitiu que as camadas de gelo se mantivessem durante todo o ano e aumentassem de altura. Com seu aumento de tamanho, o ar ao redor se voltou mais glacial e contribuiu para um círculo positivo mais frio", concluiu Sijp.





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